(Sobre o poema “Conta-me uma garoa..., publicado no Facebook): Isso é poesia, se posso dizer, numa linguagem bem simples: no mais elevado grau possível, imaginável e sentido nesse nosso mundo! Que bela e inspiradora fonte é você, Jacinto Fabio Corrêa! Transmuta as palavras em pura poesia, na verdade, está muito além do que nós, do que eu mesma, possa explicar! Amo sentir suas poesias!
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Li o seu livro. Gostei logo. Prefiro os contos pequenos. Gostei também do prefácio da Lila (Maia). Chamo de prefácio porque ela apresenta o seu livro. Seus contos são leves e gostosos de ler. Têm sempre um final bem definido e às vezes dão a sugestão para que o leitor trabalhe também. Uma grande parte dos contos mostra uma dramaticidade com toques de absurdos; bem elaborados, é claro. Outros são psicológicos e dão ênfase a dor, perda ou submissão. Você estreou bem, amigo. Parabéns!
(Crítica sobre Afetos e Avessos) ENRE AVESSOS E AFETOS DE UMA PROSA COM JACINTO FABIO CORRÊA por Luiz Otávio Oliani
Na orelha a “Afetos e Avessos”, de Jacinto Fabio Corrêa, Editora Penalux, Guaratinguetá, 2019, Lila Maia explica que o livro tem o poder de capturar os leitores, por meio de mil histórias, qual Schrezade fez no clássico “As Mil e Uma Noites”, da Literatura árabe.
Três contos sobre a temática dos nomes, a escolha dos pais para com os filhos abrem o volume, antecedido do belo “o maior desejo do mundo”, página 9, Assim "nome", "o destino de amar" e a "a herança de verônico", p.11, 13,15, todos graduados com letras minúsculas, refletem, de forma cômica, o convencionalismo ou a imposição de padrões sociais. Assim é a prosa de Jacinto. Não há um título de texto em maiúscula, trata-se de característica autoral.
Comicidade. É o que "a partida", p.69, provoca com uma viagem interplanetária, guardada a sete chaves com seres extraterrestres. Um riso contido. É o que "heresia", p.63, gera no leitor, com um filho que reluta em ir "dormir com Deus", expressão já incorporada ao léxico do cotidiano.
Em "pela liberdade oral dos filhos", p.55, um menino diz à mãe que, se um dia se tornasse pai, todos os filhos deveriam nascer em São Paulo. Tudo porque a família recebeu a visita de um tio nascido lá e que falara inúmeros palavrões. Assim, Jacinto provoca a graça e a reflexão com sua prosa.
"boletim de ocorrência", p 74, traz certo estranhamento, com crítica social voraz, ao tratar de um mendigo que mora embaixo de um viaduto e se surpreende com o aparecimento repentino de uma árvore de natal com pisca-pisca. E, em "pés e asas para Gustavo", p.23, como um pai pode privar um filho especial de certas vontades?
O texto "formas", p 37, tem uma semelhança com o conto “O mundo da criança”, do escritor egípcio Nagib Mahfuz, publicado no livro “As mais belas páginas da Literatura Árabe”, Mansour Challita, Associação Cultural Gibran, Rio de Janeiro, 1973, páginas 295 a 300. Se o brasileiro Jacinto dá voz ao filho e à mãe que conversam sobre o binômio vida e morte, Mahfuz faz isso também, porém com outro prisma, dentro da civilização a que pertence, ao comparar os conceitos pelo olhar de uma cristã e de uma muçulmana. Reforça-se, aqui, o caráter universal da boa literatura.
Assim, os contos "formas" e "nada feito" são textos que se complementam, pois trazem o universo do diálogo em âmbito familiar, entre pais e filhos. Se a descoberta do amor aparece em "a distensão muscular de ivan", p.18; duas irmãs gêmeas vivem esse sentimento em "como coisa que o coração não sabe explicar", p.128, em intensa relação afetiva. Em "um poema de amor para catarina", p. 27, uma crise familiar foi instaurada em virtude da ausência de sorrisos do pai e as lembranças de uma ex-namorada. Há a expurgação dos fantasmas do passado, quando o filho escreveu um poema para uma pessoa que apareceu em uma foto, logo depois desta ser rasgada pelo pai.
O universo matemático e criativo em "as contas de maria cecília", p.19,faz o leitor refletir: por que ela gasta tanto tempo com números na vida real e ainda ficou para recuperação em Matemática,?
Jacinto, em contos mais longos, tem a capacidade de prender a atenção do leitor, envolvendo-o. Ao final, uma rasteira arrebata a leitura. É o que ocorre com "a vizinha", p.90. Há comoção nos contos "a mãe da rua do catete", p.75, e"uma só bastaria", p.76. Mas existe um ar tragicômico, em "casa de cômodos", p.83, conto que lembra um pouco o desfecho que Drummond no famoso poema "Quadrilha".
A falta de escrúpulos, a ausência de caráter, o querer dar-se bem, tudo está em "questão de honra", p.86, quando o caixa do banco dá um "golpe” no cliente. O mesmo ocorre em "testamentos", p.97,que retrata o drama de Eulália frente às intervenções judiciais dos filhos, em oposição à compaixão do neto. Assim, Jacinto mergulha na alma humana, para mostrar a desfaçatez dos indivíduos. A violência aparece em '"uma fatalidade", p.119, em que as máscaras sociais são retiradas, pois o assassino confessa à mãe da vítima, que amava a companheira. "Linhagem", p.117, também segue esta vertente.
No entanto, há poesia no livro de contos de Jacinto, afinal estamos diante de um grande poeta. O texto "o mar de jonas”, p.25, é poesia pura, com as aventuras de um menino ter um mar pessoal. Ao dominar o vernáculo, Jacinto explora as conjunções subordinativas adverbiais condicionais na realização de um conto, que todo é possibilidade. Uma artimanha linguística inteligente e refinada, para quem tem domínio amplo da língua em que escreve. É o que se dá em "se pudesse", p.102.
A prosa de Jacinto também criou impactos. É o que diz "o coração do monstro", p.43.
Os textos "a barba de deus", parte 1 e parte 2, p.62 e 63, devem ser lidos em um só bloco. Revelam a criatividade do contista, ao explorar o universo infantil, as dúvidas e os mistérios inerentes ao carnaval e às brincadeiras de crianças. "o tamanho de deus", p. 65, revela o quanto a visibilidade e a ausência real de um ser supremo podem impactar na vida de uma criança ou um adulto.
As rusgas familiares, a ausência da paternidade de uma criança e até a invocação do nome de Deus aparecem em "o nome do pai", p.68, isso para mostrar que as pessoas sempre recorrem à figura divina, erroneamente, para justificar os próprios erros. Uma mulher passa a vida inteira com "o incômodo", p.48, até que, aos 65 anos, liberta-se para a literatura e começa a escrever contos, todos elogiados pelos críticos. Trata-se de texto motivador, que revela: sempre é tempo de ser feliz!
Em "minissaias", p.33, a morte do companheiro representa a liberdade para a mulher usar minissaias e até contratar um garoto de programa, tudo porque era chegado ao fim aquele casamento, aos 77 anos.
Por todo o exposto, vale muito se embrenhar nos avessos e afetos de Jacinto Fábio Corrêa, com o desejo de que novos livros de contos nos encantem, cada vez mais.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Na semana dos feriados impostos li mais contos. Interessante. O título do livro parece tratar da autoria de um escritor conhecido.Os contos inauguraram outro autor. A leitura prende a atenção e vem a curiosidade de saber o desfecho. Senti em quase todos os contos. Gostei de Nome, Iguais, mas Diferentes,
mulher passa a vida inteira com "o incômodo", p.48, até que, aos 65 anos, liberta-se para a literatura e começa a escrever contos, todos elogiados pelos críticos. Trata-se de texto motivador, que revela: sempre é tempo de ser feliz!
Em "minissaias", p.33, a morte do companheiro representa a liberdade para a mulher usar minissaias e até contratar um garoto de programa, tudo porque era chegado ao fim aquele casamento, aos 77 anos.
Por todo o exposto, vale muito se embrenhar nos avessos e afetos de Jacinto Fábio Corrêa, com o desejo de que novos livros de contos nos encantem, cada vez mais.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Na semana dos feriados impostos li mais contos. Interessante. O título do livro parece tratar da autoria de um escritor conhecido.Os contos inauguraram outro autor. A leitura prende a atenção e vem a curiosidade de saber o desfecho. Senti em quase todos os contos. Gostei de Nome, Iguais, mas Diferentes, Márcio e os Passarinhos, Um só Bastaria. É perceptível a intimidade que você tem com as palavras. Como se elas o buscassem. Pensei, por fim, como seria um romance escrito por você. Parabéns, sua trajetória artística é bela. Com saudades dos recitais ao vivo.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Estou arrebatada e completamente encantada com suas palavras. Seus contos-poemas são demais! Confesso que achei alguns um pouco parecidos comigo, com o meu jeito curto e objetivo de escrever - só que o seu é muito mais poético. Como você disse na dedicatória... para as nossas histórias se casarem. Conheço você faz muito tempo... e o vi em quase todas aquelas crianças que amei, inclusive os nomes que deu, como José Augusto, Verônico, Maria Rita e Omar. Omar está arriscado a ser o meu conto-poema preferido de todo o livro. Amei. Cheguei a sentir o gosto de "O maior desejo do mundo", que maravilhoso! E brincar de pensar em O Incômodo me paralisou e me fez lembrar um conto do Tim Burton de uma menina que quando estava muito cansada tirava os olhos para descansar... A série de Deus é arrebatadora! Parei porque agora vou diminuir o ritmo para durar mais. Obrigada. Sempre.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Estiquei até não mais poder... mas hoje cheguei ao último conto. (Sempre poderei reler, no entanto). Gostei de você como contista. Foi uma experiência nova. Ao poeta já estou acostumada.
Acho que como todos que lêem você, ao longo dos anos, fui tomando intimidade com sua poesia. O que mais me atraiu nos seus contos foi a profundidade do cotidiano, do banal. É muito legal como você condensa (e adensa) o que seria a vida diária, os sentimentos cotidianos. Eles encerram grandes paixões, grandes dramas. Amei te ler. Mais uma vez. Dois personagens ganharam meu coração: o velhinho que paga a conta de dois reais e o Márcio, que tem passarinhos no peito. Obrigada.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Achei seus contos muito interessantes e costurados com as linhas da solidão, do não pertencimento, da insatisfação e do desespero calado. Personagens que se debatem dentro de suas cavernas... E a saída? Haverá uma? Daí surgem os contos com seus personagens perdidos, ausentes, delirantes, vingativos e solitários. Nos seus contos você ausculta almas, que podem ser as nossas.
Márcia Deschamps, artista plástica, RJ, 31/3/2021
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Estou me deleitando com seus contos. Nenhuma palavra em vão. Quanta intimidade e criatividade com elas. E esse catatal de nomes hilários? Estou amando.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Uma delícia de obra!
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Uma delícia de ler e reler!
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Andei por umas madrugadas entre Afetos e Avessos. Me lambuzei de sentimentos nem tanto dulcíssimos, é verdade, e provei com gosto daquele lado esfiapado alinhavado que todo viver contém. Sei que em breve retornarei a essas páginas abertas, escritas de dentro, sem margens.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Terrível esse conto (O original). Muito bom. Este teu livro incomoda, no melhor sentido da literatura. Não é para qualquer leitor atrás de hobby (rsrs), é para leitores corajosos. Parabéns por sua coragem e alto poder de reflexão. E mais: com um talento incomum para a densidade na síntese. Parabéns mesmo, estou degustando, lendo devagar.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Também escreve contos o poeta. E são lindos.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Precioso esse livro, amei! Não consegui parar de ler.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Estou adorando, porque viajo e me divirto com as histórias. Muito bom! A querida Lila Maia descreveu muito bem (autora da “orelha” do livro).
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Prosoeta. Assim defino você. Nem nas suas prosas você se desliga da poesia. Você tem o dom da palavra, o dom da criação, o dom da inspiração. Um escritor de direito e de fato. O melhor.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): O livro tem muita vida... quanto mais leio mais gosto!
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Gentennn... que histórias maravilhosas são essas??? Comecei hoje de manhã, já estou no “Boletim de Ocorrência”... Sabe quando você fica querendo economizar o livro para não acabar?
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Missão cumprida e com um sabor muito bom. Seu primeiro livro de contos terminado de ser lido – com certeza outros virão. Contos rápidos, diretos, alguns hilários, outros sombrios, outros de sua percepção da realidade. Parabéns e na espera do(s) próximo(s).
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Estou encantada com seu livro de contos. Parabéns pela sua sensibilidade!
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Há momentos para rir e para chorar, além de demonstrar uma grande sensibilidade e competência do autor. Parabéns, Jacinto. Valeu, aliás como todos os outros livros.
(Sobre o livro Afetos e Avessos): Gostei de seus contos, principalmente dos últimos em que os passarinhos simbolizam as felicidades próximas e possíveis. Você escreve uma prosa poética e isso me agrada muito.